O mundo do Pit Bull 06/06/2018

O mundo do Pit Bull é magnífico, ele entra em lugares inimagináveis, conquista nações, não tem como apagar a história dessa raça. Mesmo a maior entidade cinófila do mundo, a FCI, não reconhecendo o Pit Bull como raça, ainda assim, ela consegue encantar e conquistar o mundo, as pessoas, as mais diversas culturas. Isso não é de se espantar, quem convive com esses cães reconhece, o quanto a sua diversidade é apaixonante!

No Brasil não é diferente, muitos atribuem aos anos 80 o ingresso dessa raça em nosso país, mas os registros não era de APBT, e sim de AST, outros começam a visualizar o ingresso da raça no início dos anos 90 através dos combates e cães de conformação. O certo é que no início dos anos 90 o “boom” da raça no Brasil aconteceu, muitos queriam ter esse temido e falado PIT BULL, mesmo que para isso fosse ter que cortar as orelhas e as vezes rabo de animais de outras raças para dizer que se tinha um PIT BULL.

Mas como tudo na vida amadurece, e com o PIT BULL não seria diferente, as informações, os estudos, os investimentos e muita coisa foi acontecendo em torno da raça, e hoje temos um caminho sólido, pelo menos sabemos quais são os caminhos a trilhar. Respeitando a individualidade das pessoas e criações, cada um sabe onde investir seu tempo, recursos e paixão.

Os caminhos são claros:

– Moderno: são chamados os cães com procedência, importados dos EUA, de criatórios desassociados dos combates entre cães, mas desenvolvem seus trabalhos na conformação e esportes legais.

– Tradicional: são chamados os cães com procedência, importados dos EUA, de criatórios diretamente associados aos combates entre cães, e para que sua tradicional função não seja perdida, precisa continuar na prática ilegal.

– Monster: são chamados os animais que perderam a função, a conformação e a procedência de criatórios renomados e confiáveis. Animais com inserção de outras raças, mesmo não sendo admitido pelos seus criadores.

– Bully: são chamado os animais que estão nessa transição de uma nova raça, existem basicamente 5 variações de tamanho, peso e característica. Uma raça em desenvolvimento, mas que por algum momento usurpou a fama do pit bull para se estabelecer no mercado.

– AST: são chamado os animais que migraram nas duas inserções em 1936 e 1972, e mesmo permanecendo por algum tempo como duplo registro (UKC / AKC), entenderam que não fazia sentido seguir esse caminho duplo, e permaneceram como AKC. Uma raça extremamente sólida e confiável. São cães geneticamente 100% da origem APBT, porém, não representam nem 10% da genética do pit bull da época. Hoje considerada uma raça diferente do PIT BULL.

– REGISTRO INICIAL: são chamado os animais que imergiram no mundo do PIT BULL através de uma entidade que emitiu um REGISTRO genealógico sem antecedentes, e assim, veio para o mundo do pit bull tudo do mais variado se tratando de cinofilia. No Brasil, encontramos de tudo, desde o ingresso de mestiços de AST, Dogo Argentino, Bulldog Americano, entre tantos outros.

Você é livre para escolher o caminho e o mundo ao qual você irá frequentar com seu animal. Respeite seu animal antes de qualquer coisa, depois, lembre-se, respeite a raça que ele representa, se ele não tem história, não adianta “inventar”. Ninguém APAGA a história da raça constituída em 1898!